Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:57
DEUX FOUS L'APRÈS-MIDI


deux fous à lier se croisent
en plein soleil chaud de trois heures de l'après-midi
bien devant l'atelier de la vie
un noir nupied et un brun sans chemise
ils ne se parlent pas et ni se regardent pas
un monte et l'autre descend
chacun un dans la folie particulier
unis dans le même souffrance
influencés par la lune pleine
dans le monde sans raison apparent à les disculper


latelierdelavie - petite ville Embratel,2008
Saint-Louis du Maragnon - Brésil
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:55
RADIOGRAPHIE DE L'AUBE DANS LA PLAGE GRANDE

l'aube marchant par les rues désertées du centre historique
un balayeur prend caché une dose d'eau-de-vie
les mendiants couchés dans les bancs de la Place du Poète Nauro Machado
un couple d'amoureux faisant sexe en debout au côte d'un poteau de fer fondu avec la lampe brülagée

les putains faisant le trottoir devant la Cathédrale de la Siége
un couple d'homosexuels se baisant derrière d'un arbre sans feuilles
un petit enfant cherchant les restes de nourriture dans l'ordure
les ivrognes rôtissant des poissons dans le Plage du Desterro

le monde preoccupé avec la crise américaine
et le regaee de Bob Marley balançant nos rêves
envahissant nos quotidiens - égayant les esprits soufferts
l'aube c'est beau.
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:48
a noite que passa sem pressa
sem vontade e esperando que brotem os poemas

a noite profunda
eu queria ter o poder dos reis
para falar as verdades e quilhotinar os traidores
a volta dos passaros voando para a engrenagem dos homens

eu vivo sem viver
eu sou a noite sem estrêlas
sempre serei cêu aberto aos sonhos

a árvore cortada
derramando verdes lágrimas
lembro-me da noite dos animais
todos negros - a mente - esperando a morte

no fim da ponte mora o meu amor
que doces lágrimas derramei
para ir e vir sem sucesso


Desterro, 1977
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:45
sim, eu sou um poeta
canto a vida / o amor /a solidão / a guerra
todas as desgraças do mundo

faço os versos herméticos que ninguem entende
trabalho com palavras duras e maleaveis

eu sou mais um louco gritando na multidão
um neurotico que busca a beleza na feiura

busco a experiência
(não a encontro / ela se esconde no ar da vida)

busco a paz
(não encontro / ela também se esconde em algum lugar dentro de mim)

Eu poeta
tenho uma vida como um poema interminavel
que nem outro poeta escreverá

busco raizes profundas
mas elas estão muito além do que penso

busco inspiration na natureza
mas ela está muito lone de onde habito

eu poeta, eu sou somente eu
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:43
CERTIDÃO DE NASCIMENTO

nasci no Desterro
crie-me no Desterro
e com certeza vou morrer no Desterro

eu sou o Desterro
e o Desterro sou

sou um Desterrense
não um desterrado

http//quartierdudesterro.over-blog.fr
http//rnrodrigues.over-blog.com
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:41
Na praça tudo passa
menos o homem de branco
sentado no banco de marmore da praça

mas o homem de branco no banco da praça
não viu o mundo passar
nem a bela mulher nua na multidão
nem a chuva de prata cor de rosa
nem a maravilha caindo em pedras de areaias solida
nem o concreto e aço invandido o fundo da praça

nem a velhice que o acompanhava
naquele banco de marmore branco
nem a demolição da praça

em fim foi a praça
et o banco do homen de branco
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:39
para madame Rameaux

nunca me diga adeus
numa noite quente sem lua
numa rua deserta e mal iluminada
rodeado por cães vadios que querem me devorar

pense no nosso romance secreto
no silêncio de nosso quarto
deitados ao lado
unidos como um casal normal
na ansia do amor

nunca me diga adeus
porque meu coração é teu
mesmo que não acreditas
mas a tua presença refrigera
minha sofrida alma

os nossos corpos nus
entrelaçados na prece do amor
num cubiculo suspeito
do nosso paraiso secreto
és o lado bom da minha existência

nunca, mais nunca mesmo diga-me adeus
diga-me até logo se não o meu coração sentirá
a falta dos teus olhos radiantes
e minha alma conhecerá o inferno
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:37
sonho em ser um simples poeta
que escreva belos versos reflexivos
que cante o amor nunca amado
a dor sem dor fisica

canto a vida vivida dos homens
que se matam por uma guerra
sem ao menos saber o porquê
de suas existências aqui na terra

sonho um sonho impossivel
de viver, de cantar , de amar livremente
de correr pelos belos campos
e sentir a natureza ao natural

sonho um sonho comigo
ao lado de uma bela musa
que me inspire um poema
- um poema de sonhos

Desterro,1978
São Luis do Maranhão, Brasil
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:36
e o vento levou
a esperança de viver de lutar
de trabalhar e de vencer na vida

e o vento levou
o feijão nosso de cada dia
a paz rara do cotidiano
o petroleo barato de nossos postos
a natureza bela morre a cada hora

e o vento levou
aquilo que ninguém esperava

e realmente o vento levou
a Atlântica de Oscarito e Grande Otelo
a lua de São Jorge
o carnaval puro dos cariocas
e a cachaça natural do caboclo

e o vento levou.. levou.. levou.. para bem longe
as letras deste poemas
Par r.n.rodrigues
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Mardi 21 octobre 2008 2 21 /10 /Oct /2008 13:34
a natureza morta
morre na flor da pedra
areia e porcelana (não chinesa)

apenas um vaso
feito a mão da terra bruta
canga bissexta - uma pedra no vaso

flores inertes
pelas mãos da terra arada
resta apenas esperar o renascer das almas

Par r.n.rodrigues
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